Faça o que dissemos, essa era sua frase antes de me ver sair para a passarela. Frase engraçada. Faça o que dissemos era uma maneira de me associar ao que ela tinha preparado. Faça o que estou dizendo e brutal demais, e uma ordem. Faça o que dissemos e trabalho em equipe. E subo na passarela.Tudo começa como num conto de fadas. Aos sete anos, Elizabeth ganha um vestido de princesa e, quando vence o concurso de minimiss em que sua me a inscreveu, colocam-lhe uma coroa na cabeça. E ai que começa o inferno, que sua infancia começa a ser roubada. E o pior: ela nunca mais vencera.Elizabeth tem o corpo de uma segunda colocada, e no ha nada que possa fazer esse e o drama de sua me. A medida que cresce, a menina passa a odiar o mundo inteiro e, com a adolescencia, nada melhora. Seu corpo vira um campo de batalha; controla-lo parece ser a unica forma de tomar as redeas do proprio destino. Ento, ela decide coloca-lo a serviço de sua vingança: transforma-o, esculpe-o, deforma-o. Nunca mais sera a princesinha de ninguem.Entediada, minha me me transformou numa boneca. Brincou com a boneca durante alguns anos, e a boneca se encheu. A boneca se vingou.Florida e um romance de folego, ousado e bem-sucedido. Com ritmo cortante, humor afiado e uma linguagem sem firulas, o autor mergulha em temas atuais e espinhosos: a ditadura da imagem, o culto ao corpo, a sexualizaço da infancia, a ambiço projetada dos pais, o assedio, o mal-estar adolescente. A aposta de Olivier Bourdeaut vestir a pele de uma jovem protagonista to complexa e contraditoria era arriscada. E ele acertou em cheio."Por meio dessa heroina intensa, de estilo direto e destino explosivo, Olivier Bourdeaut compe um requiem para as inocentes uma vingança com notas hilarias e cortantes de verdade. [...] Florida floresce, acima de tudo, no excesso e e impossivel no se deixar seduzir."ELLE"Uma escrita que e como um sopro, um grito. Apos o sucesso do romantico e comovente Esperando Bojangles, Olivier Bourdeaut realiza o feito de ser Elizabeth como Flaubert foi Madame Bovary com uma dose extra de brutalidade, afinal, estamos no seculo XXI."Le Figaro
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