Los comedores y los "cuartos de estar" de las casas, ya no son lugares de conversación, desde que se instaló en ellos la caja de la TV, que dicta lo que hay que saber y cómo hay que saberlo, y de qué hay que hablar y lo que hay que decir. Se dicen cosas vulgares -¿esperando a Godot?- desde un mirar trufado de anuncios y zafiedades. La TV grita, parpadea, despide continuamente imagenes fragmentadas, y, con sus gritos, hace silencio, hace nada. Esperando nada, estos personajes creian esperar a unos hijos. Escuchan voces, fantasmas de noticias, y sus figuras estan inmoviles. ¿Quien vive? "¡Ah de la vida! ¿Nadie me responde?" "Y no vi nada en que poner los ojos, que no fuera recuerdo de la muerte" (Quevedo)
Tentaram colar todos esses adjetivos a José Mujica, popularmente conhecido como el Pepe, Pepe Mujica. Nenhum deles, no entanto, o definem. Pepe foi mais. Acima de tudo, foi um ser humano incrível, que fez o mundo se encantar pela maneira pouco usual como levou a vida. Foi um politico que destoou do padro de seus pares. O poder no o corrompeu. A vaidade no o desviou de sua utopia. Pepe Mujica viveu sua utopia. Este livro relata os quatro meses em que Alfredo Garcia entrevistou Pepe Mujica. Foram longas conversas sem temas proibidos, sem limites nem exigencias. Com Pepe, fala-se com liberdade e franqueza. O autor revela as preocupaçes e o raciocinio de um homem que conservou, intactas, a curiosidade da criança e a sabedoria do campones. O ento presidente uruguaio fala de seus sonhos, suas obsesses e angustias, seus projetos e seus ideais que, em boa parte, ficaram como legado politico, cultural e social apos sua partida em 13 de maio de 2025, aos 89 anos.