Em 2011 Mário Herrero oferecia-nos Guerra de Grafias, Conflito de Elites, que repassava as políticas da língua que provocaram que a estratégia autonomista alcançasse o estatuto da oficialidade. Na segunda parte da sua pesquisa fala-nos de uma iluso necessaria para nada mudar, a da normalizaço linguistica. Assim o explica na contracapa do livro:A situaço sociolinguistica galega resulta do cruzamento de dous processos em aparencia paradoxais: um antigo processo de substituiço pelo castelhano das variedades galego-portuguesas faladas na Galiza, que se combina com um moderno processo de institucionalizaço de uma determinada norma do galego-portugues. Dai resulta um panorama em que a substituiço das variedades faladas pode chegar a ficar simbolicamente oculta pela institucionalizaço de um codigo autorizado. Por outras palavras: na Galiza de hoje esta em curso um terceiro processo, determinado ideologicamente, que estabelece a ocultaço da substituiço linguistica atraves da propagaço do discurso produzido pelas elites politicas que gerem o poder institucional e que se apoiam simbolicamente no saber gerado por setores das elites intelectuais e tecnicas. Vivemos num mundo de iluses. Tentemos desvendar alguma delas