Após a descoberta das duas primeiras partes da Argonáutica da Cavalaria em 2003, tivemos a sorte de descobrir quase quinze anos depois, em 2017, a terceira e quarta partes no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, sob a cota numero 1143 dos Manuscritos da Livraria.Nelas da-se continuidade as aventuras que tinham ficado no ar nas duas entregas anteriores. Deste modo, retoma-se a historia de Leomundo da Grecia, que ficou na ilha de Limpadusia depois de ter dado a morte a um satiro, e que agora consegue sair dali para ir dar a uma outra ilha, chamada Nicolea, onde vence o desconhecido Cavaleiro do Centauro e liberta do seu encantamento Belizandra de Turquia, Clarisea, Filadelfo de Calcedonia, Cassiana e Robrina.De seguida, Leomundo continua as suas aventuras entre Espanha e Constantinopla, enquanto a guerra entre os espanhois e os gregos e cada vez mais cruenta, se bem e que verdade que Medroapa, rainha de Espanha, começa a duvidar do bom resultado do confronto devido a sucesso de mas noticias dos exercitos aliados ate desistir finalmente na sua empresa. A partir de ento, uma aventura maravilhosa deslocara o lugar da aço de Constantinopla para a cidade de Samarcante: trata-se da piramide magica em que a maga Drucilina encerrara os principes Lindorio, filho do Tamumberque, e Veridiana, e que so podiam ser desencantados pela mulher mais formosa do mundo, isto e, Rocilea, que e logo raptada. A partir desse momento, os principes cristos iniciam a busca da princesa espanhola, destinada a um unico cavaleiro. Estas noticias causam uma confuso na cidade que so finaliza com uma dura represso por parte de Tamumberque. O romance finaliza com varios anuncios que deixam abertas as portas de alguns dos fios narrativos, o que indica a provavel existencia de uma continuaço, desaparecida ou nunca escrita por causa da morte do autor, acontecida a 14 de março de 1611.A publicaço das quatros partes da Argonautica da Cavalaria significa a recuperaço de um dos grandes escritores do seculo XVI, o madeirense Tristo Gomes de Castro, que permaneceu no esquecimento durante mais de quatro seculos.
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