ALFAGUARA- 9789895839452
Neste romance de formação, Jamaica Kincaid — uma das mais aclamadas escritoras do nosso tempo — criou uma heroína dotada de tremenda clarividência e integridade. A angústia de cortar com o passado e com os laços familiares está no centro deste livro memorável.
«Uma escritora irresistível e avassaladora, esplêndida na sua simplicidade.»
Susan Sontag
Lucy nasceu numa ilha das Antilhas, o cenário de férias idílico para qualquer turista, mas que para ela nunca foi senão uma colónia refém do sol e da seca, uma prisão insuportável. A fim de quebrar as amarras e, ao mesmo tempo, libertar-se do amor sufocante da mãe e da cruel indiferença do pai, aos 19 anos, Lucy decide partir para Manhattan, em busca de um presente e de um futuro só seus. Começa a trabalhar como au pair na casa de uma família de classe média. Bonitos, ricos e felizes, Lewis, Mariah e as suas quatro filhas aparentam ser a família perfeita. Porém, Lucy não tarda a aperceber-se das fendas naquela fachada supostamente impecável. É que, na opulenta e vibrante Nova Iorque, como em Antígua, a desolação pode reinar à volta de uma mesa posta.
Perseguida pelo passado, limitada pela circunstância de ser uma mulher negra, Lucy procura na escrita o lugar onde pode ser o que deseja. Com um olhar perspicaz, entre a raiva e a compaixão, intolerante tanto para com os dominados como para com os dominadores, tentará reinventar-se à luz de quem foi e de quem poderá vir a ser.
Autora vencedora dos prémios: Guggenheim Award for Fiction | Prix Femina Étranger | Royal Society of Literature | Paris Review Hadada Prize
Os elogios da crítica:
«Lucy [...], além de contar o que tem para contar (a história de emancipação de uma rapariga de 19 anos, descobrindo-se a si mesma numa terra estranha), [inventa] a sua própria gramática emocional, a sua forma única de dizer as coisas, de uma leveza lírica que nos impressiona pela sua espantosa fluidez.»
José Mário Silva, Expresso
«Em Lucy, Jamaica Kincaid mostra um grande poder de contenção. A prosa, sendo seca, voa; sendo descritiva, impõe um estado emocional; sendo agarrada aos factos, transcende o quotidiano. Nenhuma acção se prende em si, tudo carrega algo mais. Em cada momento, há ambiguidade, e expectativas destruídas - tudo abraçado por uma sensibilidade permanente, que, ao invés de atravessar as camadas da vida, as expõe de forma horizontal.»
Ana Bárbara Pedrosa, Observador
«Uma prosa incisiva e deslumbrante […]. O leitor termina Lucy com a sensação de ter conhecido uma mulher inesquecível, firme em todas as suas convicções.»
The New York Times
«Uma pérola […] Parte da grandeza deste romance reside na forma como nos faz ver […] as ligações entre aqueles de nós que têm muito e os que nunca terão o suficiente — entre uma vida condenada a uma sentença de prisão perpétua […] e aquilo que pode ser combatido e, no mínimo, entendido.»
San Francisco Chronicle
«Apesar de ser um romance curto, a aparente simplicidade confere-lhe uma elegância despojada. A voz de Lucy é inquietante e a originalidade de Kincaid nunca foi tão evidente.»
Publishers Weekly
«Jamaica Kincaid transcende o tempo e a categorização. […] É uma das grandes cronistas ...
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Jamaica Kincaid (Antigua y Barbuda, 1949) nació en el seno de una familia humilde con el nombre de Elaine Potter Richardson. A los diecisiete años, su madre la sacó de la escuela y la obligó a ir a Scarsdale (Nueva York) para que contribuyese a la economía familiar. Kincaid se negó a enviarle dinero y se distanció de sus parientes hasta su regreso a Antigua veinte años después. En 1973 adoptó el pseudónimo Jamaica Kincaid. De 1976 a 1995 formó parte del elenco de escritores de The New Yorker. Su obra, traducida a veintidós idiomas, ha sido alabada por la crítica y reivindicada por autores como Derek Walcott y Susan Sontag. Entre sus libros destacan En el fondo del río (Premio Morton Dauwen Zabel), Annie John (Center for Fiction’s Clifton Fadiman Medal; Lumen, 2023), Lucy, Autobiografía de mi madre (Premio Anisfield-Wolf; Lumen, 1998; 2022), Mi hermano (Premio Femina Étranger; Lumen, 2000; 2022) y Ahora y entonces (American Book Award; Lumen, 2022). En los últimos años, Kincaid ha sido candidata al Nobel de Literatura, ha obtenido los premios Lannan Literary Award, Carbet de la Caraïbe et du Tout-Monde, Guggenheim Award, Dan David Prize y Hadada al conjunto de su obra. Es profesora de estudios africanos y afroamericanos en la Universidad de Harvard y miembro de las Academias de las Artes y las Letras, y de las Artes y las Ciencias.
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