Trilogia Mexicana, do premiado escritor Yuri Herrera, estreia no Brasil pela Amarcord. Uma fronteira demarca muito mais que limites territoriais, mas também imaginários, destinos e formas de vida. Em sua Trilogia Mexicana, o aclamado escritor Yuri Herrera retrata um pais dominado pela violencia e pelo trafico de drogas, separado fisica e simbolicamente de um territorio onde a prosperidade e uma promessa constante. Com habilidade singular, Herrera articula vises desses dois mundos a partir de personagens unicos, que nos conduzem a tres historias: Trabalhos do reino, Sinais que precedero o fim do mundo e A transmigraço dos corpos.Trabalhos do reino, seu principal romance, acompanha o jovem musico Lobo, que se dedica a estilos tradicionais mexicanos. Ele passa a ser chamado de Artista quando, para escapar da miseria, aceita se tornar um dos musicos particulares de Rei, um poderoso narcotraficante da regio. Amadurecer sob estas circunstancias, no entanto, faz com o rapaz perceba que o palacio luxuoso onde vive e parte de um imperio criminoso do qual precisa se libertar. O livro recebeu o Premio Binacional de Romance Jovem Fronteira da Palavra e o Premio Outras Vozes, Outros Ambitos de melhor romance publicado na Espanha.Em Sinais que precedero o fim do mundo, Makina e uma jovem cujo irmo atravessou a fronteira para reivindicar terras pertencentes a sua familia. Apos anos sem noticias do filho, a me pede que Makina faça a mesma travessia para encontra-lo. Ela ento se lança a uma jornada perigosa, atravessando a fronteira da unica maneira possivel: trabalhando como "mula", no contrabando de drogas. E, assim como seu irmo, ela no sera a mesma depois dessa viagem. A obra foi finalista do Premio Romulo Gallegos.A transmigraço dos corpos evoca um mundo de desconfiança e conflitos durante a pandemia de gripe A (H1N1), de 2009, que afetou fortemente o Mexico. Nesse cenario, o protagonista, um homem cuja profisso e resolver conflitos entre familias influentes da cidade, se depara com dois corpos e um desdobramento inesperado dessa rede de relaçes.Em algum lugar entre a alegoria e a narrativa visceral, unindo linguagem erudita e popular, Herrera aproxima historia mexicana e simbolos contemporaneos. Ele nos leva a encarar a realidade latino-americana como "um soco com hora marcada", em que se caminha com esperança por dias melhores, mas a espreita de destinos desagradaveis e quase sempre inevitaveis. "[...] como demonstra Trabalhos do reino, alem do realismo, existem outras maneiras de narrar o narcotrafico no Mexico." Eduardo Antonio Parra, Letras Libres"A jornada de uma jovem para trazer seu irmo de volta dos Estados Unidos assume proporçes mitologicas neste romance rico e peculiar." Maya Jaggi, The Guardian, sobre Sinais que precedero o fim do mundo"Numa cidade sem nome esvaziada pela peste, gangsteres rivais negociam com os mortos: o segundo romance do consagrado autor mexicano e uma resposta a violencia das guerras do narcotrafico." James Lasdun, The Guardian, sobre A transmigraço dos corpos
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